Oi meninas, a partir de hoje vou responder seus e-mails através de vídeos para que outras meninas possam ver e quem sabe ser ajudadas também.
Eu respondendo por e-mail só vocês são ajudadas, mas se eu gravar os vídeos outras pessoas que estão passando pelo mesmo problema também serão ajudadas.
Não se preocupem que sempre ocultarei seus dados, e se não quiser que eu cite seu nome, idade e cidade, me comuniquem no e-mail.
Obrigada a todas pela confiança e carinho.
Conteúdo do e-mail:
"Olá boa noite,
Sou Regina, moro no DF, natural do RJ, tenho 54 anos, participo do grupo,
Depressão, Pânico, Ansiedade - Opção Felicidade
Trabalho há 31 com cuidados infantil, minha tarefa era: buscar nas escolas, dar o almoço, orientar as crianças nas atividades extra classe, promover laser, dar lanche e janta para algumas, meu horário era das 7h, às 19h.
O tempo passou e a confiança dos pais aumentando, um dia um pai pediu ´para levar e buscar, outro dia outro um pai pediu para ficar até as 20h, outro dia uma criança não teve aula pediu para ficar integral, e assim foi passando o tempo as crianças cresceram e eu sinto que me perdi, digo me perdi porque sou apenas cuidadora, não posso interferir na educação, então quando havia briguinhas entre elas eu chamava a atenção até onde me permitia,, passava para os pais e nada resolvia, pois os probleminhas das crianças continuavam, e o serviço aumentando, ja estava recebendo crianças às 5:30 da manhã e outras entregando às 23h, já estava aparecendo crianças para ficar sábado e domingo fiz uma carta comunicando que não trabalhava nesses horários e dias, porém sempre pediam.
Já cansada e de atestado médico, por dois 2, inclusive uma das mães quem me levou ao hospital devido uma queda no dia 15/08/2017 ,l escorreguei em um vômito do filho dessa mãe , bati a cabeça com uma certa violência, criou um hematoma alto, fui levada ou politraumatizado do hospital, bom não usei o atestado porque os pais alegaram que não tinha onde deixar as crianças,
Ontem dia 17/08/2017 não pensei 2 vezes fiz uma carta anunciando o ENCERRAMENTO das minha atividades em dezembro deste ( cuido das crianças em minha residência) ., apenas uma mãe demonstrou ira com minha pessoa, e fui justamente a que me levou ao hospital, que recebeu meu atestado , a que passou a deixar as crianças mais cedo e buscar as 23hs, fico triste porque a reação dela comigo esta me machucando.
Lendo suas palavras em seu blog :
Eu preciso de alguém que me entenda e depois me explique.
Eu escolhi você para esse desabafo.
Um forte abraço
Regina"
RESPOSTA:
"Olá Regina,
Sou a Mari, muito obrigada pela sua confiança. Me perdoe a demora em responder.
Regina minha querida, lendo o seu desabafo me lembrei de mim, passei por algo parecido.
Eu tenho um perfil muito complicado de administrar, sou aquele tipo de pessoa que gosta de ajudar todo mundo, e isso é bom, porém eu acabei misturando as coisas, confundi amizade com trabalho e o resultado não foi nada bom.
Eu só arrumei dor de cabeça e tive depressão, pois quanto mais eu dava, mais as pessoas cobravam de mim, então eu estava enlouquecendo, porque não conseguia atender a expectativa de todos. As pessoas eram até legais comigo, mas devido as suas cobranças eu ficava chateada com elas, ficava me perguntando o porque elas não me entendiam, o porque elas abusavam da minha boa vontade.
A angustia no meu peito me consumia, eu já não conseguia mais trabalhar, a vontade de desistir de tudo foi demais para mim, eu não resistir, fui parar em cima de uma cama. As pessoas. hum, as que mais eu pensei que pudesse contar. sumiram....
Eu estava lá com depressão em cima de uma cama, e não havia ninguém para me ajudar (somente meu esposo, mas muitas vezes ele não sabia cuidar de mim)
Fiquei assim por mais ou menos 6 anos, parei tudo, parei meu trabalho, estudo, me afastei de tudo e de todos achando que assim ficaria melhor.
Mas não fiquei, o meu quadro só piorava, pois eu descobrir que não dá pra viver isolada, isso não é vida.
Eu estava completando 30 anos, e bateu aquela famosa crise dos 30 rsrsr
Eu pensei, Meu Deus.....o que estou fazendo da minha vida?
Estou deixando de viver por causa das pessoas....
Eu tomei uma decisão. A partir dali, decidi que iria ser feliz, que iria lutar....
Já fazem dois anos, e muita coisa mudou na minha vida, voltei ao trabalho, meu casamento que também estava péssimo foi restaurado, hoje trabalho em paz pois aprendi a colocar limite nas pessoas e a dizer não.
O que você precisa fazer é colocar limite nas pessoas (sempre com educação e sinceridade, para não machuca-las) precisa aprender a dizer não (ninguém vive sua vida), o problema Regina não está fora, sempre está dentro de nós.
Seria muita vulnerabilidade se a nossa vida dependesse das pessoas, nós precisamos delas, mas não devemos depender jamais, pois se isso acontecer a gente acaba sendo marionete.
Não pare a sua vida minha querida. Se precisar descansar um pouco agora, descanse, reflita, entenda o que aconteceu, analise seus erros e quando voltar, comunique as mudanças. Muita gente vai aceitar e respeitar, aqueles que não te respeitarem, não são dignos dos seus serviços. Nem precisa dispensa-los, eles mesmo cairão fora. Mais não se preocupe, Deus irá lhe mandar clientes melhores e mais respeitosos.
Selecione seus clientes, valorize seu trabalho, se você não valorizar, quem vai?
Tudo começa por nós, quando nos respeitamos e quando nos valorizamos então nosso trabalho cresce, a medida que a gente vai fazendo com amor e justiça.
Vou te avisando que não será fácil, é difícil a gente mudar nossos hábitos e começar de novo, mas é totalmente praticável.
Tenha paciência com você mesma.
Pare um pouco agora e planeje melhor, tenho certeza que quando voltar, será para crescer muito mais do que cresceu até aqui.
Se não conseguir, calma, eu também não conseguir sozinha, precisei de uma ajudinha, e essa ajuda encontrei em um projeto chamado PROJETO RAABE, as vezes minha querida precisamos de alguém para arrumar a bagunçinha da nossa mente e coração rsrrs
Bom, espero que tenha conseguido lhe ajudar.
Um beijo no seu coração e muito obrigada pelo seu e-mail.
Que Deus te abençoe."
Beijos
Com Carinho
Mari
Eu respondendo por e-mail só vocês são ajudadas, mas se eu gravar os vídeos outras pessoas que estão passando pelo mesmo problema também serão ajudadas.
Não se preocupem que sempre ocultarei seus dados, e se não quiser que eu cite seu nome, idade e cidade, me comuniquem no e-mail.
Obrigada a todas pela confiança e carinho.
Conteúdo do e-mail:
"Olá boa noite,
Sou Regina, moro no DF, natural do RJ, tenho 54 anos, participo do grupo,
Depressão, Pânico, Ansiedade - Opção Felicidade
Trabalho há 31 com cuidados infantil, minha tarefa era: buscar nas escolas, dar o almoço, orientar as crianças nas atividades extra classe, promover laser, dar lanche e janta para algumas, meu horário era das 7h, às 19h.
O tempo passou e a confiança dos pais aumentando, um dia um pai pediu ´para levar e buscar, outro dia outro um pai pediu para ficar até as 20h, outro dia uma criança não teve aula pediu para ficar integral, e assim foi passando o tempo as crianças cresceram e eu sinto que me perdi, digo me perdi porque sou apenas cuidadora, não posso interferir na educação, então quando havia briguinhas entre elas eu chamava a atenção até onde me permitia,, passava para os pais e nada resolvia, pois os probleminhas das crianças continuavam, e o serviço aumentando, ja estava recebendo crianças às 5:30 da manhã e outras entregando às 23h, já estava aparecendo crianças para ficar sábado e domingo fiz uma carta comunicando que não trabalhava nesses horários e dias, porém sempre pediam.
Já cansada e de atestado médico, por dois 2, inclusive uma das mães quem me levou ao hospital devido uma queda no dia 15/08/2017 ,l escorreguei em um vômito do filho dessa mãe , bati a cabeça com uma certa violência, criou um hematoma alto, fui levada ou politraumatizado do hospital, bom não usei o atestado porque os pais alegaram que não tinha onde deixar as crianças,
Ontem dia 17/08/2017 não pensei 2 vezes fiz uma carta anunciando o ENCERRAMENTO das minha atividades em dezembro deste ( cuido das crianças em minha residência) ., apenas uma mãe demonstrou ira com minha pessoa, e fui justamente a que me levou ao hospital, que recebeu meu atestado , a que passou a deixar as crianças mais cedo e buscar as 23hs, fico triste porque a reação dela comigo esta me machucando.
Lendo suas palavras em seu blog :
Eu preciso de alguém que me entenda e depois me explique.
Eu escolhi você para esse desabafo.
Um forte abraço
Regina"
RESPOSTA:
"Olá Regina,
Sou a Mari, muito obrigada pela sua confiança. Me perdoe a demora em responder.
Regina minha querida, lendo o seu desabafo me lembrei de mim, passei por algo parecido.
Eu tenho um perfil muito complicado de administrar, sou aquele tipo de pessoa que gosta de ajudar todo mundo, e isso é bom, porém eu acabei misturando as coisas, confundi amizade com trabalho e o resultado não foi nada bom.
Eu só arrumei dor de cabeça e tive depressão, pois quanto mais eu dava, mais as pessoas cobravam de mim, então eu estava enlouquecendo, porque não conseguia atender a expectativa de todos. As pessoas eram até legais comigo, mas devido as suas cobranças eu ficava chateada com elas, ficava me perguntando o porque elas não me entendiam, o porque elas abusavam da minha boa vontade.
A angustia no meu peito me consumia, eu já não conseguia mais trabalhar, a vontade de desistir de tudo foi demais para mim, eu não resistir, fui parar em cima de uma cama. As pessoas. hum, as que mais eu pensei que pudesse contar. sumiram....
Eu estava lá com depressão em cima de uma cama, e não havia ninguém para me ajudar (somente meu esposo, mas muitas vezes ele não sabia cuidar de mim)
Fiquei assim por mais ou menos 6 anos, parei tudo, parei meu trabalho, estudo, me afastei de tudo e de todos achando que assim ficaria melhor.
Mas não fiquei, o meu quadro só piorava, pois eu descobrir que não dá pra viver isolada, isso não é vida.
Eu estava completando 30 anos, e bateu aquela famosa crise dos 30 rsrsr
Eu pensei, Meu Deus.....o que estou fazendo da minha vida?
Estou deixando de viver por causa das pessoas....
Eu tomei uma decisão. A partir dali, decidi que iria ser feliz, que iria lutar....
Já fazem dois anos, e muita coisa mudou na minha vida, voltei ao trabalho, meu casamento que também estava péssimo foi restaurado, hoje trabalho em paz pois aprendi a colocar limite nas pessoas e a dizer não.
O que você precisa fazer é colocar limite nas pessoas (sempre com educação e sinceridade, para não machuca-las) precisa aprender a dizer não (ninguém vive sua vida), o problema Regina não está fora, sempre está dentro de nós.
Seria muita vulnerabilidade se a nossa vida dependesse das pessoas, nós precisamos delas, mas não devemos depender jamais, pois se isso acontecer a gente acaba sendo marionete.
Não pare a sua vida minha querida. Se precisar descansar um pouco agora, descanse, reflita, entenda o que aconteceu, analise seus erros e quando voltar, comunique as mudanças. Muita gente vai aceitar e respeitar, aqueles que não te respeitarem, não são dignos dos seus serviços. Nem precisa dispensa-los, eles mesmo cairão fora. Mais não se preocupe, Deus irá lhe mandar clientes melhores e mais respeitosos.
Selecione seus clientes, valorize seu trabalho, se você não valorizar, quem vai?
Tudo começa por nós, quando nos respeitamos e quando nos valorizamos então nosso trabalho cresce, a medida que a gente vai fazendo com amor e justiça.
Vou te avisando que não será fácil, é difícil a gente mudar nossos hábitos e começar de novo, mas é totalmente praticável.
Tenha paciência com você mesma.
Pare um pouco agora e planeje melhor, tenho certeza que quando voltar, será para crescer muito mais do que cresceu até aqui.
Se não conseguir, calma, eu também não conseguir sozinha, precisei de uma ajudinha, e essa ajuda encontrei em um projeto chamado PROJETO RAABE, as vezes minha querida precisamos de alguém para arrumar a bagunçinha da nossa mente e coração rsrrs
Bom, espero que tenha conseguido lhe ajudar.
Um beijo no seu coração e muito obrigada pelo seu e-mail.
Que Deus te abençoe."
Beijos
Com Carinho
Mari


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